Na engenharia ambiental, enfrentamos o dilema entre agir e não agir diante das florações de algas. Optar pela inação, uma abordagem que minimiza a intervenção humana, pode ter consequências significativas para nossos ecossistemas aquáticos.

A “Não Ação” e Suas Implicações

A escolha de não intervir ativamente nas florações de algas permite que a natureza siga seu curso. Contudo, essa abordagem traz riscos: as condições de floração persistem, podendo resultar em problemas como a liberação de substâncias tóxicas prejudiciais à saúde humana e animal.

Ciclo de floração das algas

O Desafio da Biomassa Morta

O término de uma floração muitas vezes ocorre pela morte das algas, desencadeando processos prejudiciais ao ecossistema, incluindo a formação de compostos tóxicos como Microcistinas, MIB e Geosmina. Esses produtos químicos não apenas afetam a qualidade da água, mas também representam riscos para a saúde.

Impacto nas Estações de Tratamento de Água

Para as Estações de Tratamento de Água (ETAs), a presença desses compostos pode ser desafiadora. A carga orgânica da biomassa morta, combinada com o cloro desinfetante, pode resultar em subprodutos da desinfecção, incluindo substâncias cancerígenas como trihalometanos (THMs).

Aumento de Custos e Sobrecarga Hídrica

Além disso, as florações de algas aumentam os custos de tratamento, exigindo métodos mais intensivos. A sobrecarga nas redes de abastecimento de água é uma realidade, com a produção de água reduzida e custos operacionais elevados.

Causas e Desdobramentos

As mudanças climáticas e o escoamento de nutrientes provenientes de atividades humanas alimentam as florações de algas. O aumento da temperatura da água contribui, mas as ações humanas, como a liberação de fertilizantes, são o principal impulsionador.

Elementos-chave na Abordagem “Não Fazer Nada”

Equilíbrio Natural: A confiança na capacidade dos ecossistemas para se autorregular é questionada pela rápida mudança causada por atividades humanas.

Intervenção Limitada: Optar por monitorar ao invés de tratar ativamente, arriscando a saúde e a qualidade da água.

Riscos Potenciais: O “não fazer nada” pode resultar em toxinas prejudiciais, impactando a vida aquática e humana.

Percepção Pública: A aceitação dessa abordagem depende da tolerância da comunidade local.

Consequências a Longo Prazo: A inação consistente pode levar ao acúmulo de nutrientes, agravando futuras florações de algas.

A escolha da abordagem deve ser informada por uma compreensão profunda das condições locais e dos riscos potenciais associados. Dados e ações preventivas são cruciais para gerenciar as florações de algas antes que se tornem problemáticas.

Considerações Finais:

A aplicação de ultrassom no controle da proliferação de cianobactérias representa um avanço significativo na preservação dos recursos hídricos. Com benefícios ambientais e a capacidade de manter ecossistemas aquáticos saudáveis, essa tecnologia emerge como uma ferramenta promissora no manejo sustentável da qualidade da água.

O sistema para controle de algas por ultrassom da Anti-Algas é uma forma segura e econômica de combate e prevenção da proliferação de algas, parasitas aquáticos e cracas em embarcações fabricada no Brasil.

Autor: Theodoros Megalomatidis, engenheiro civil, sócio da Anti-Algas Soluções Ambientais.

Para saber mais sobre soluções para combate de cracas e mexilhão dourado visite o site da Anti-Cracas Sistemas Náuticos.

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